terça-feira, 24 de março de 2009

As Palavras

As palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpa. As palavras queimam. As palavras acariciam. As palavras são dadas, trocadas, oferecidas, vendidas e inventadas. As palavras estão ausentes. Algumas palavras sugam-nos, não nos largam: são como carraças: vêm nos livros, nos jornais, nos «slogans» publicitários, nas legendas dos filmes, nas cartas e nos cartazes. As palavras aconselham, sugerem, insinuam, ordenam, impõem, segregam, eliminam. São melífluas ou azedas. O mundo gira sobre palavras lubrificadas com óleo de paciência. Os cérebros estão cheios de palavras que vivem em boa paz com as suas contrárias e inimigas. Por isso as pessoas fazem o contrário do que pensam, julgando pensar o que fazem. Há muitas palavras.

José Saramago

Fiquei sem net, durante esse tempo .. Quando eu tiver um tempinho vou responder todos os comentarios!

beiijos ;**

sábado, 7 de março de 2009

Polícia Suburbana

Noticiam os jornais que um delegado inspecionando, durante uma noite destas, algumas delegacias suburbanas, encontrou-as às moscas, comissários a dormir e soldados a sonhar
Dizem mesmo que o delegado-inspetor surripiou objetos para pôr mais à mostra o descaso dos seus subordinados. Os jornais, com aquele seu louvável bom senso de sempre, aproveitaram a oportunidade para reforçar as suas reclamações contra a falta de policiamento nos subúrbios.
Leio sempre essas reclamações e pasmo. Moro nos subúrbios há muitos anos e tenho o hábito de ir para a casa alta noite. Uma vez ou outra encontro um vigilante noturno, um policial e muito poucas vezes é-me dado ler notícias de crimes nas ruas que atravesso. A impressão que tenho é de que a vida e a propriedade daquelas paragens estão entregues aos bons sentimentos dos outros e que os pequenos furtos de galinhas e coradouros não exigem um aparelho custoso de patrulhas e apitos. Aquilo lá vai muito bem, todos se entendem livremente e o Estado não precisa intervir corretivamente para fazer respeitar a propriedade alheia. Penso mesmo que, se as coisas não se passassem assim, os vigilantes, obrigados a mostrar serviço, procurariam meios e modos de efetuar detenções e os notívagos, como eu, ou os pobres-diabos que lá procuram dormida, seriam incomodados, com pouco proveito para a lei e para o Estado. Os policiais suburbanos têm toda a razão. Devem continuar a dormir. Eles, aos poucos, graças ao calejamento do ofício, se convenceram de que a polícia é inútil. Ainda bem.


Meu Porfessor de literatura deu esse texto do Lima Barreto, escrito em 1914. Achei super legal a crítica e, percebi que muita coisa não mudou de lá para cá!

Selos:
Recebi de Exoticlic
Repasso para:

verdades estranhas
minnie boo
assim parece ser
girls just wanns have fun
cheack up!
pertubações ...and love*


Regras:
1. Colocar o link de quem te indicou;
2. Escrever estas 5 regras;
3. Contar 6 fatos aleatórios sobre você;
4. Indicar 6 blogueiros para continuar a brincadeira;
5. Avisar para os 6 blogueiros que eles foram indicados.

Recebi de : Pertubações ... and love*

Estou indicando para as 6 pessoas de cima tbm!!

6 coisas:

- gostaria de ser a blair waldorf ![ ok podem rir de mim, eu deixo!];
- não gosto que me substimem;
- adoraria ser a editora de arte da revista VOGUE;
- esse ano eu me formo no colégio;
- tenho que arrumar um estágio;
- tenho que emagrecer 5 k [ com urgência!].

beiijos ;*



segunda-feira, 2 de março de 2009

O ato da coragem e do perdão


Errar é humano. FATO.
Eu admiro muito a pessoa que erra e admite que errou. Nada mais justo que reconhecer a merda que fez e tentar voltar, para pedir perdão. Perdoar, um ato é muito difícil e muito glorioso ao mesmo tempo. Quem perdoa de verdade, esquece o que foi feito. Mas e quanto a pessoa que errou? Ela merece uma segunda chance, ela merece o perdão?? E se ela falar: Olha, eu errei, me perdoa? Sinceridade é fundamental nesse momento, junto com a coragem e o arrependimento.
Hoje em dia, todo mundo faz o que quer, o que der na telha está valendo. Então, qual o preço do perdão? Esquecer o que foi feito ou guardar, até que seja util no futuro, para simplesmente jogar na cara do outro. Descupar e ser desculpado é muito facil. Da boca para fora é simples de dizer. Os sentimentos são guardados, a ira e magoa são trancados à sete chaves. Mas sempre tem um dia que tudo aquilo virá a tona. Tudo será jogado para fora sem a menor preocupação, afinal, ninguém tem culpa de nada. É sempre o próximo, porquê pimenta nos olhos do outro é refresco.
Só não queremos ser julgados do mesmo jeito que julgamos, é sempre assim. Está na hora do povo abrir os olhos e esquecer toda a bobagem dita, todo pequeno erro feito. Já o grande erro, o que machucou, sangrou, deve ser tratado com o remédio perdão, vendido em qualquer farmácia de sentimentos.
OK. Nada muda e nada vai mudar.

;**