As palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpa. As palavras queimam. As palavras acariciam. As palavras são dadas, trocadas, oferecidas, vendidas e inventadas. As palavras estão ausentes. Algumas palavras sugam-nos, não nos largam: são como carraças: vêm nos livros, nos jornais, nos «slogans» publicitários, nas legendas dos filmes, nas cartas e nos cartazes. As palavras aconselham, sugerem, insinuam, ordenam, impõem, segregam, eliminam. São melífluas ou azedas. O mundo gira sobre palavras lubrificadas com óleo de paciência. Os cérebros estão cheios de palavras que vivem em boa paz com as suas contrárias e inimigas. Por isso as pessoas fazem o contrário do que pensam, julgando pensar o que fazem. Há muitas palavras.
José Saramago
Fiquei sem net, durante esse tempo .. Quando eu tiver um tempinho vou responder todos os comentarios!
beiijos ;**
terça-feira, 24 de março de 2009
As Palavras
Escrito por Luise às 13:52 10 estrelinhas
sábado, 7 de março de 2009
Polícia Suburbana
Noticiam os jornais que um delegado inspecionando, durante uma noite destas, algumas delegacias suburbanas, encontrou-as às moscas, comissários a dormir e soldados a sonhar
Dizem mesmo que o delegado-inspetor surripiou objetos para pôr mais à mostra o descaso dos seus subordinados. Os jornais, com aquele seu louvável bom senso de sempre, aproveitaram a oportunidade para reforçar as suas reclamações contra a falta de policiamento nos subúrbios.
Leio sempre essas reclamações e pasmo. Moro nos subúrbios há muitos anos e tenho o hábito de ir para a casa alta noite. Uma vez ou outra encontro um vigilante noturno, um policial e muito poucas vezes é-me dado ler notícias de crimes nas ruas que atravesso. A impressão que tenho é de que a vida e a propriedade daquelas paragens estão entregues aos bons sentimentos dos outros e que os pequenos furtos de galinhas e coradouros não exigem um aparelho custoso de patrulhas e apitos. Aquilo lá vai muito bem, todos se entendem livremente e o Estado não precisa intervir corretivamente para fazer respeitar a propriedade alheia. Penso mesmo que, se as coisas não se passassem assim, os vigilantes, obrigados a mostrar serviço, procurariam meios e modos de efetuar detenções e os notívagos, como eu, ou os pobres-diabos que lá procuram dormida, seriam incomodados, com pouco proveito para a lei e para o Estado. Os policiais suburbanos têm toda a razão. Devem continuar a dormir. Eles, aos poucos, graças ao calejamento do ofício, se convenceram de que a polícia é inútil. Ainda bem.
Meu Porfessor de literatura deu esse texto do Lima Barreto, escrito em 1914. Achei super legal a crítica e, percebi que muita coisa não mudou de lá para cá!
Selos:
Recebi de Exoticlic

Repasso para:
verdades estranhas
minnie boo
assim parece ser
girls just wanns have fun
cheack up!
pertubações ...and love*
Recebi de : Pertubações ... and love*
Estou indicando para as 6 pessoas de cima tbm!!
6 coisas:
- gostaria de ser a blair waldorf ![ ok podem rir de mim, eu deixo!];
- não gosto que me substimem;
- adoraria ser a editora de arte da revista VOGUE;
- esse ano eu me formo no colégio;
- tenho que arrumar um estágio;
- tenho que emagrecer 5 k [ com urgência!].
beiijos ;*
Escrito por Luise às 15:09 14 estrelinhas
segunda-feira, 2 de março de 2009
O ato da coragem e do perdão

Errar é humano. FATO.
Eu admiro muito a pessoa que erra e admite que errou. Nada mais justo que reconhecer a merda que fez e tentar voltar, para pedir perdão. Perdoar, um ato é muito difícil e muito glorioso ao mesmo tempo. Quem perdoa de verdade, esquece o que foi feito. Mas e quanto a pessoa que errou? Ela merece uma segunda chance, ela merece o perdão?? E se ela falar: Olha, eu errei, me perdoa? Sinceridade é fundamental nesse momento, junto com a coragem e o arrependimento.
Hoje em dia, todo mundo faz o que quer, o que der na telha está valendo. Então, qual o preço do perdão? Esquecer o que foi feito ou guardar, até que seja util no futuro, para simplesmente jogar na cara do outro. Descupar e ser desculpado é muito facil. Da boca para fora é simples de dizer. Os sentimentos são guardados, a ira e magoa são trancados à sete chaves. Mas sempre tem um dia que tudo aquilo virá a tona. Tudo será jogado para fora sem a menor preocupação, afinal, ninguém tem culpa de nada. É sempre o próximo, porquê pimenta nos olhos do outro é refresco.
Só não queremos ser julgados do mesmo jeito que julgamos, é sempre assim. Está na hora do povo abrir os olhos e esquecer toda a bobagem dita, todo pequeno erro feito. Já o grande erro, o que machucou, sangrou, deve ser tratado com o remédio perdão, vendido em qualquer farmácia de sentimentos.
OK. Nada muda e nada vai mudar.
;**
Escrito por Luise às 09:28 15 estrelinhas

